quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Adilson Augosto Nancassa



A VIDA NEGRA

Paguei bastante, esqueço quanto.
contei estrelas e estrelas até esquecer,
dei tudo, mas não a lua e o vento,
vi a lua, vi o sol e tudo até aquecer.

A vida é negra, na rua durmo pronto,
no mar pesco, mas não para ser,
viajei, não chego o destino é distinto,
nos meus olhos está o destino, é vencer.

Na vida está a luta, é dar peito,
na sombra escore a vida, não é crescer,
na vida cresce a vitoria, é dar o espírito.

Voar só, sozinho nos mansos gritos,
rir, riso duma criança como uma flor a nascer,
mimando, alegrando como a caricia leve dos ventos.


Adilson Augosto Nancassa (poeta guineense)

2 comentários:

  1. Um poema intenso de luta, de vida.Beijos.

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  2. neste preço pago, salve-se o vento, a lua e tudo quanto compõe a vida, como inspiradores dos caminhos da liberdade.

    Bjo querida Mara e bom fim de semana.

    Olinda

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